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APTs: Ameaças avançadas

25 / 04 / 2012Sem comentários

Os cibercriminosos têm investido significativamente seus recursos, energia e tempo para adaptar os ataques a um alvo específico. Esse tipo de ataque, que se enquadra na classificação das Ameaças Persistentes Avançadas, ou APTs (Advanced Persistent Threats), geralmente requer meses de planejamento e reconhecimento, mapeando redes internas, pesquisando sobre a vida de funcionários-chave nas mídias sociais. Uma combinação potente de habilidade técnica e habilidade social. É um tipo de ataque silencioso, paciente e muito eficaz.

Eles não vão atacar você em suas defesas. Vão atacá-lo onde você é fraco, quer seja nos processos, nas pessoas ou na tecnologia.

 

Portanto, é preciso adotar uma nova abordagem. As empresas precisam agir como se já estivessem num ambiente comprometido e construir uma capacidade defensiva que não conte com a confiabilidade de qualquer parte da sua infraestrutura de TI ou pessoal.

Fruto de uma reunião a portas fechadas com influentes líderes de segurança, a RSA divulgou no final do ano passado um relatório com importantes considerações sobre as APTs. Além de reforçar que “as pessoas são o elo mais fraco”, o clichê mais verdadeiro da segurança da informação, o relatório trouxe considerações inovadoras e interessantes:

  • Os usuários não tratam seus computadores como adversários, tratam como ferramentas, como uma extensão deles mesmos, por isso não os questionam. As organizações precisam conduzir um senso de responsabilidade pessoal sobre a segurança entre os funcionários. Leia sobre Como fazer da segurança da informação um problema de todos
  • Os atacantes estão usando nosso comportamento contra nós: nossa cultura, nossas preferências, nossa rede de contatos.
  • Definir rigorosamente as características desse tipo de ameaça pode ser limitador e levar-nos a ser surpreendidos. É preciso revê-las constantemente porque elas estão sempre mudando.
  • As APTs desafiam a suposição estereotipada de que ações fraudulentas na internet são executadas de maneira desleixada.
  • Agora mais do que nunca, os defensores precisam ser ágeis. Você pode nunca saber o suficiente para defender-se olhando dentro de suas fronteiras. É preciso olhar para o espaço ao seu redor, para o horizonte, para ver o que está por vir.

Acesse o relatório Advanced Threats: The New World Order, da RSA

 

Gameover !

10 / 01 / 2012Sem comentários

O FBI divulgou na semana passada um alerta sobre um novo trojan bancário. O Gameover é uma nova variante do conhecido trojan Zeus, malware que rouba credenciais de usuários de bancos online.
Os serviços bancários online, de modo geral, são seguros. A maioria das instituições financeiras implementa as tecnologias mais avançadas para garantir segurança nas transações feitas pela web. Os criminosos sabem disso e, por isso, atacam o elo mais fraco: você.
Assim como o Zeus, o trojan Gameover é espalhado por e-mail. Em nome de instituições conhecidas, o e-mail de spam engana o usuário, levando-o a clicar num link malicioso que instala o trojan no computador sem que o usuário perceba. Da próxima vez que o cliente acessar o banco online, o trojan roubará suas credenciais, ganhando acesso a sua conta bancária e ao seu dinheiro.
Além da capacidade de auto-atualização, o Gameover traz uma grande novidade: quando os criminosos conseguem esvaziar uma conta, lançam um ataque DDoS (Distributed Denial of Service Attack) causando problemas de conexão à internet ou desativando temporariamente websites bancários, negando o acesso aos usuários legítimos e tirando a atenção da transação fraudulenta.

Como se proteger de trojans bancários?
• NUNCA clique em anexos de e-mails não solicitados. As instituições garantem que não enviam e-mails não solicitados aos titulares de contas bancárias. Se você receber um e-mail do tipo “atualize suas informações de conta” ou “verifique se sua conta foi comprometida”, NÃO ABRA.
• Se você quiser confirmar se há problemas com sua conta ou com alguma de suas transações recentes, entre em contato diretamente com sua instituição financeira.
• Sempre entre no site de seu banco digitando o endereço na barra de URL do navegador, NUNCA por meio de links em e-mails ou Pop ups.
• Mantenha seu sistema operacional atualizado. Nunca clique em “Mais tarde” quando seu navegador ou sistema operacional avisa sobre uma nova atualização de segurança. Essas atualizações são feitas para proteger você, não para tomar seu tempo.
• Mantenha seu antivírus atualizado, assim, ele detectará sites prejudiciais e bloqueará arquivos maliciosos.

fontes:
The Hackers News
Norman Blogs
FBI

Principais ameaças em 2012

20 / 12 / 20111 comentário

A proliferação do cloud computing e a adoção de dispositivos móveis e aplicações Web estão promovendo inovações comerciais e gerando benefícios sociais. Mas esse mundo hiper-conectado traz consigo uma série de novos desafios de segurança.”
Roger Thompson, pesquisador de ameaças emergentes, ICSA Labs

Proliferação de malwares móveis
Smartphones e tablets são os alvos mais óbvios, sendo a base Android, provavelmente, a mais atingida.

Ataques a lojas de aplicativos
Aplicativos infectados serão os principais meios de ataque. Os cibercriminosos postarão suas aplicações infectadas em lojas de aplicativos não autorizadas para tentar atrair usuários desavisados para o download desses aplicativos.

Aumento dos ataques de engenharia social
A principal preocupação prevista será o spear phishing: tentativa de fraude por e-mail, que tem como alvo uma organização específica, buscando o acesso não autorizado a dados confidenciais.

Novas preocupações com o IPv6
O governo federal ainda está lutando com a implantação de dispositivos habilitados para IPv6 (versão mais atual do protocolo IP, sucessor do IPv4). As vulnerabilidades e ameaças específicas do IPv6 serão uma importante preocupação em 2012.

fonte:
ICSA Labs (equipe responsável pelo 2011 Data Breach Investigations Report, estudo conduzido pela Verizon Communications em parceria com o Serviço Secreto Americano)
Blog Seg Info
Blog Net-Security

As principais considerações das empresas quanto à segurança

30 / 11 / 2011Sem comentários

Principais preocupações:

  • Ataques cibernéticos
  • Incidentes de TI causados por pessoas bem-intencionadas
  • Ameaças geradas internamente (como falha humana de segurança, funcionários mal-intencionados e espiões industriais)

Principais ameaças:

  • Hackers
  • Pessoas bem-intencionadas
  • Ataques direcionados (modalidade que se concentra especificamente em uma única organização por razões políticas ou econômicas, a exemplo do Stuxnet)

Principais complicadores de segurança:

  • Consumerização de TI
  • Crescimento das aplicações
  • Mobilidade
  • Uso de redes sociais

Principais vetores de ataques:

Principais prejuízos:

  • Prejuízos financeiros
  • Indisponibilidade de sistemas/Diminuição da produtividade
  • Roubo de propriedade intelectual e informações confidenciais
  • Roubo de credenciais de clientes e funcionários
  • Danos à reputação da marca e imagem

fonte: Relatório 2011 sobre Segurança da Informação nas Empresas, da Symantec.

Veja também o infográfico  e os destaques do Relatório.


Segurança de TI e Segurança Humana, duas faces da mesma moeda

14 / 11 / 2011Sem comentários

Os crackers estão cada vez mais transformando em versões digitais os velhos con games, “truques” para enganar pessoas/funcionários e ganhar sua confiança. Por exemplo, telefonar para a vítima alegando ser um colega da área de TI da empresa e pedir dados confidenciais para atualização do sistema.

No mundo da Segurança da Informação, esses truques são conhecidos como “engenharia social”. O phishing, por exemplo, é uma técnica de engenharia social que está cada vez mais sofisticada e híbrida.

Além de prevenir funcionários quanto a esse tipo de ataque (exemplificando casos de ataques e estabelecendo diretrizes claras sobre quais informações devem ou não ser compartilhadas), é preciso dar atenção também à segurança dos sistemas, monitorando e corrigindo brechas e falhas que facilitam invasões.

E, mesmo que seu sistema seja invadido, seja por meio de engenharia social ou por alguma falha no sistema, o ambiente tecnológico deve estar preparado com os controles necessários para minimizar os estragos.

Tarefas como manter softwares com versões atualizadas, exigir alterações periódicas de senhas, manter o controle das atualizações de segurança nos servidores da empresa e instalar antivírus nas máquinas dos funcionários devem estar dentro do controle do CISO (Central Informatics Security Officer), pois fazem um bom trabalho na proteção dos dados corporativos.

 

Para quebrar o gelo… Afinal, amanhã é feriado!

 

fonte:

Blog McAfee
The Wall Street Journal Digital Network