Tag | Hackers éticos

“Contratem os hackers urgentemente”, diz o jornalista Misha Glenny

18 / 05 / 2012Sem comentários

Em entrevista para a Revista Guernica, o escritor e jornalista Misha Glenny, especialista em investigação de redes de crime organizado, defende que os hackers deveriam ser estimulados por suas habilidades e fala sobre o impacto do cibercrime sobre as liberdades civis.

Hackers éticos

O livro DarkMarket (escrito por Glenny), que fala sobre a ascensão e queda do maior fórum criminoso de hacking, é um dos poucos livros com foco na figura central do crime cibernético: o hacker.

Segundo Glenny, o termo “hacker” vinte anos atrás era um conceito neutro, positivo, que remetia a alguém com conhecimentos de informática avançada. Mas, nas últimas duas décadas, uma combinação de mídia e aplicação da lei mudou a percepção do conceito, que hoje leva quase sempre um sentido pejorativo. “Claro que existem hackers éticos”, defende. “O ponto é que essas pessoas entendem o mundo digital de modo que a maioria de nós não pode, e eles devem ser vistos como ativos potenciais para a sociedade tanto quanto são vistos como ameaças”.

Para o jornalista, o ideal seria identificar potenciais hackers, em idade jovem, nutrir as suas habilidades e fornecer orientação ética. “Só o que eles querem é mostrar a alguém que têm essas habilidades e que elas têm valor. Criminalizá-los só faz a sociedade perder as suas competências”.

“Contratem os hackers urgentemente”,
aconselha o jornalista Misha Glenny.

Segundo Glenny, os governos e organizações deveriam ficar mais próximos dos hackers por três motivos:

  • Ninguém conhece melhor o mundo cibernético
  • Muitos hackers preferem implantar suas habilidades em um ambiente legítimo
  • Caso contrário, será necessário muito mais trabalho para entender seu comportamento e lutar contra o cibercrime

Internet bloqueada

“A internet é um novo ambiente para o velho dilema ‘segurança versus liberdade’. A coisa mais genial é sua interconectividade, mas isso também é o que a transforma num problema extremamente difícil quando as pessoas resolvem explorá-la para propósitos egoístas”, diz Misha. “Estamos vendo um esforço das organizações ocidentais para bloquear a internet com o apoio do estado, por outro lado, estamos vendo uma ação da sociedade civil, que vê isso como um ataque a seus direitos civis direitos – neste lado se incluem grupos como o Anonymous”.

Glenny afirma que o anonimato é uma grande questão no cibercrime. “Em resposta a isso, há um movimento para tentar remodelar a internet para que o anonimato seja impossível. Então, a internet será utilizada simplesmente como um método de controle? Isso naturalmente leva a temores com relação aos direitos civis”.

“A legislação está se tornando cada vez mais draconiana. Por outro lado, impor a lei de direitos autorais tem se mostrado muito difícil. Então, eu sou ambivalente com a questão da Megaupload, porque eu não posso continuar a oferecer meu trabalho se todos os direitos autorais são sempre violados. Eu não poderia escrever McMAFIA ou DarkMarket, a menos que houvesse uma forma de torná-los financeiramente viáveis. Mas existem sim aspectos preocupantes na tentativa por parte dos Estados de controlar e regular o que está acontecendo na internet”.

Acesse a entrevista completa da Revista Guernica

Hackers promovem maratona com dados da Parceria para o Governo Aberto

20 / 04 / 2012Sem comentários

fonte: Blog Públicos, do O Estado de S.Paulo (18 de abril de 2012), autor Daniel Bramatti

No encontro da Parceria para o Governo Aberto, ou Open Government Partnership, um grupo de ativistas da Transparência Hacker usa seu arsenal cibernético para colocar à prova os compromissos de transparência apresentados por 51 países.

Reunidos em uma das salas do Centro de Convenções Ulysses Guimarães, eles promovem desde ontem uma “maratona hacker” para apresentar na internet aplicativos e visualizações de dados alimentadas pelas bases da OGP. Entre elas está a lista completa dos planos de ação em que cada país delineia seus compromissos para promover maior transparência no setor público.

Um dos projetos sobre os quais os hackers se debruçavam ontem era a construção de uma espécie de plataforma de votação, na qual os internautas poderiam manifestar sua concordância ou contrariedade em relação aos planos dos países participantes. Se tudo der certo, o site estará no ar ainda hoje.

Outra turma, na mesa ao lado, optou por “atacar” o site do BNDES – no bom sentido. Os hackers abraçaram um projeto do Ibase (Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas) para mapear os financiamentos concedidos pelo banco estatal no país. “Nossa avaliação é de que o BNDES é pouco transparente e poderia divulgar melhor os seus dados”, disse o jornalista Augusto Gazir, do Ibase.

Leia artigo sobre a aprovação da Lei de Acesso à Informação pela presidente Dilma Rousseff
Leia mais sobre a participação do Brasil no Open Government Partnership

Concurso da Google premia hackers com um milhão de dólares

05 / 04 / 2012Sem comentários

A Google lançou seu próprio concurso e anunciou que ofereceria um total de um milhão de dólares como recompensa para quem descobrisse vulnerabilidades em seu navegador, são 60 mil dólares para cada descoberta.

“O Pwnium foi lançado este ano para incentivar a comunidade de segurança a apresentar exploits e ajudar a tornar a web mais segura”, disse o Vice-presidente Sênior da Google, Sundar Pichai. O concurso aconteceu paralelamente ao conhecido Pwn2Own, promovido pela HP, durante a conferência de segurança CanSecWest, em Vancouver, de 7 a 9 de março.

Durante o Pwnium, o universitário chamado de PinkiePie e o pesquisador de segurança russo, Sergey Glazunov, ganharam US$ 60,000 cada um por descobrirem vulnerabilidades no Chrome.

Glazunov encontrou uma vulnerabilidade de execução remota de código no Chrome que hackers e criminosos cibernéticos poderiam usar para instalar e executar códigos nos computadores das vítimas.

Na ocasião, Sundar Pichai disse: “Estamos trabalhando rapidamente numa correção que ofereceremos via atualização automática”. E foram realmente rápidos, dia 8 de março a Google publicou uma nota dizendo que a atualização do navegador já havia sido concluída.

Apesar das descobertas de vulnerabilidades, Pichai disse se tratar um crescimento “excitante”. E ainda restam 880 mil dólares…!

fontes:
G1
Guia do PC
GMA News

Nova falha no Google Chrome

04 / 04 / 2012Sem comentários

A história
Desde o lançamento do navegador Chrome, da Google, um de seus mais notáveis recursos de segurança era a sandbox. Para se ter uma ideia, o navegador foi o único que sobreviveu por três anos ao concurso Pwn2Own, em que os hackers participantes têm como objetivo explorar as falhas dos navegadores e sistemas operacionais.

A sandbox do Chrome deveria fazer com que todos os programas fossem executados em um ambiente restrito, sem acesso à memória, ao disco ou outros recursos do computador. Mas, no ano passado, a empresa francesa Vupen Security conseguiu quebrar a proteção sandbox do browser, revelando a primeira grande vulnerabilidade do Chrome (na versão 11.0.696.65).

A Vupen criou um código que faz com que o navegador baixe e execute um arquivo qualquer fora da sandbox. No caso, eles escolheram uma calculadora, mas poderia ser qualquer tipo de arquivo malicioso.

Assista ao vídeo que demonstra a falha sendo explorada pela Vupen

Na época, engenheiros de segurança da Google afirmaram que a Vupen usou uma vulnerabilidade encontrada no Adobe Flash para fazer a sandbox do Chrome falhar. Como o Flash está embutido em todas as instalações do Chrome, a descoberta deu origem a uma grande polêmica: Seria o Chrome vulnerável ou pelo fato de a falha estar especificamente no plugin da Adobe, o navegador do Google ainda poderia ser considerado seguro?

Chaouki Bekrar, chefe da pesquisa feita pela Vupen, elogiou o trabalho da equipe de segurança da Google. “O sandbox do Chrome é o mais seguro. Não é uma tarefa fácil criar um exploit para vencer todas as suas proteções. Posso dizer que o Chrome é um dos navegadores mais seguros disponíveis”. Mas defendeu que nenhum software é inviolável se houver suficiente motivação e habilidade por parte dos hackers.

Novas descobertas
Durante o Pwn2Own deste ano, no início de março, a Vupen hackeou, em menos de cinco minutos, a sandbox do Google Chrome. Sabendo que a Vupen já havia explorado os pontos fracos do Flash, a Google havia adicionado uma proteção específica para o plugin.

Quando perguntado se o código defeituoso veio da Adobe, Chaouki Bekrar disse: “Foi uma vulnerabilidade encontrada na instalação padrão do Chrome, portanto não importa se o código é de terceiros ou não”.

Dias depois, especialistas da empresa turca Arf Iskenderun Technologies divulgaram ter encontrado nova vulnerabilidade numa versão mais recente (17.0.963.78) do que a hackeada pela Vupen (17.0.963.66). Segundo a empresa, a vulnerabilidade persiste na versão atualizada do Chrome (17.0.963.79).

Neste vídeo, os especialistas turcos atacam a sandbox do Chrome na mesma versão hackeada pela Vupen


Neste outro vídeo, os especialistas da Arf Iskenderun Technologies hackeiam a versão 17.0.963.78, mais recente, do Chrome


Moral da história
A segurança deve ser feita em camadas. Não dá para confiar somente na segurança do navegador, de um aplicativo ou da rede. É necessário que todos controles de segurança estejam em harmonia para prover um nível de proteção satisfatório.

fontes:
TecnoBlog
TecnoBlog
Baboo Forum
The Hackers News
GMA News

Hackers e CSOs

24 / 11 / 2011Sem comentários

No painel Hackers to CSO, o mais esperado do Security Leaders, a mediadora Graça Sermoud colocou uma questão interessante para todas as empresas: Até que ponto as empresas podem usar o conhecimento dos hackers na defesa corporativa?

Claro, para esse tipo de assunto não existem conclusões definidas.

Mas a maioria dos CSOs disse acreditar que essa é uma ação não só interessante como necessária para as empresas. Sergio Ricupero, CSO do Grupo Abril, comentou que todas as empresas deveriam ter uma equipe de hackers e pesquisadores de segurança, inclusive com integrantes de diferentes especializações.

Mais um colaborador certificado CEH!!!

06 / 10 / 2010Sem comentários

A iBLISS agora tem mais um colaborador certificado CEH,  pela EC Council. Esta vez foi Rodolpho Concurde Netto que realizou a prova e obteve a Certificação de Hacker Ético.

Sabemos que certificações não garantem conhecimento, porém servem como um filtro inicial básico quanto aos conceitos, ferramentas e processos fundamentais da Segurança da Informação. O processo de estudo para obtenção da certificação somada à vivência diária em projetos de diagnóstico de segurança em aplicações e redes, reduzem visivelmente a curva de aprendizado, ao facilitar a assimilação da teoria em prática e do discernimento entre o “mundo real” e o “by-the-book”.

A prova como tal acaba sendo mais um desafio pessoal, poder colocar as famosas siglas na assinatura, além de ser requisito obrigatório de algumas RFPs.

Parabéns Rodolpho e que venham os próximos desafios!