Anonymous ataca site oficial da F1 em protesto contra o GP do Bahrein

O grupo hacker Anonymous, conhecido por planejar ações movidas por causas sociais e inaugurar o conceito de hackativismo, atacou na última sexta-feira (20) o site oficial da Formula1 para protestar contra o acontecimento do Grande Prêmio da Fórmula 1 no Bahrein. Segundo os hackers, os responsáveis pelo evento fecharam os olhos para a atual situação do país, onde há forte e violenta repressão aos protestos da população contra o governo do rei Hamad bin Issa al-Khalifa.

O site F1-racers.net, também atacado pelo grupo, até hoje (23) apresenta a mensagem publicada pelo Anonymous: “As autoridades da Fórmula 1 estavam cientes da situação dos direitos humanos no Bahrein e, ainda assim, escolheram contribuir com o regime de opressão de civis. Por isso, serão punidas”.

Leia a mensagem deixada pelo Anonymous no F1-racers.net

O grupo, que afirma já ter atacado anteriormente sites do governo do país, diz que “vem observando alarmado os incríveis abusos de direitos humanos no regime do Bahrein”. “Temos assistido a este  gás lacrimogêneo sendo usado de maneira tirânica pelo governo”. Segundo notícia do portal Opera Mundi, uma menina de apenas seis dias teria morrido depois que uma bomba com o gás foi jogada próximo à casa de seus pais, que nem participavam dos protestos.

Saiba mais: Gás lacrimogêneo fabricado no Brasil é usado para reprimir protestos no Bahrein

O grupo é categórico nas ameaças às autoridades organizadoras do evento. “O Anonymous transformará o seu site [www.formula1.com] numa cratera de fumaça no espaço cibernético. Também bombardeará suas linhas telefônicas e suas caixas de e-mail e destruirá qualquer coisa de vocês que possamos encontrar na internet. Vocês não merecem lucrar um centavo sequer da miséria para a qual vocês estão contribuindo”.

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