Gestão de Vulnerabilidades: um passo em direção ao caminho seguro

Vazamento de dados, exploração de vulnerabilidades e crimes cibernéticos. Estes termos se tornaram comuns para todos, dada a quantidade de eventos que se tornaram públicos no decorrer do ano de 2020 e em 2021 não tem sido diferente.

Governos, empresas e indivíduos espalhados pelo mundo foram – ou ainda são – vítimas diretas de ataques, que exploram brechas de fácil correção e prevenção, o que torna evidente a fragilidade com que a segurança dos ambientes afetados foram tratadas até então e endossa o quanto é preciso investir, não só na compra de equipamentos e ferramentas, mas também na educação dos indivíduos e no fomento de uma cultura de segurança na sociedade.

De acordo com as previsões do Gartner, o cenário das ameaças externas é a maior prioridade dos líderes de segurança e gestão de risco, ainda que a COVID-19 tenha provado quão rápida e drasticamente esses riscos podem mudar.

Os cibercriminosos e fraudadores estão sempre procurando tirar proveito de eventos mundiais, como a pandemia, para explorar novas vulnerabilidades e contornar até os controles de segurança mais avançados, principalmente em ambientes de trabalho remoto.

Diante de tantas tarefas e ameaças existentes no ambiente organizacional das empresas, as equipes responsáveis por tecnologia e segurança podem deixar de ter visibilidade, não executar de forma correta a gestão e a correção das vulnerabilidades.

A saber:

– 95% das vulnerabilidades são de infraestrutura

– 70% podem impactar significantemente o seu negócio

– 92% das vulnerabilidades críticas correspondem a desatualização

– 61% das vulnerabilidades de alta criticidade permitem o acesso remoto ao ambiente organizacional

Mas afinal, o que é Gestão de Vulnerabilidade?

É importante entender primeiro, o que é Segurança Cibernética ou Defesa Cibernética, que se refere às ações de proteção da rede e da infraestrutura corporativa, as que devem estar alinhadas aos objetivos do negócio e às suas regras, visto que a Segurança Cibernética se ocupa, também, com a performance do negócio.

Por isso, implementar meios de prevenção e detecção à ataques, proteção da infraestrutura de borda, como também a identificação e correção de vulnerabilidades internas, as quais possam ser exploradas por um atacante e monitoramento constante de seus recursos, são ações fundamentais para Segurança Cibernética, ou como chamamos aqui na IBLISS, Cyber Protection.

É a forma de se antecipar às ameaças, de forma preventiva, através do processo de identificar, coletar, analisar, classificar/priorizar, corrigir e tratar as vulnerabilidades.

Como é feita a Gestão de Vulnerabilidades?

Cyber Protection ou Gestão de Vulnerabilidades, é a realização de varreduras constantes do ambiente organizacional, no intuito de identificar brechas na estrutura da empresa, as que poderiam ser utilizadas por algum atacante (cyber criminoso), a orientação sobre como corrigi-las, fazer um uso inteligente e otimizado dos recursos tecnológicos, de maneira que se tornem mais funcionais e seguros.

É importante otimizar seu processo de gestão de vulnerabilidades através de etapas bem definidas e rigorosas, que se repetem em um ciclo contínuo. Vejamos:

– Identificação: Definição de quais ativos serão analisados;

– Coleta: Por meio de varredura do ambiente, são coletados dados do ambiente, para análise e identificação das vulnerabilidades existentes;

– Validação: Validação dos dados coletados, para identificação de possíveis divergências;

– Classificação/Priorização: Avaliação de quais vulnerabilidades x ambientes, na qual estas vulnerabilidades existentes precisam ser priorizadas de acordo com o risco que oferecem;

– Correção: Decisão sobre as correções priorizadas, implantação de controles compensatórios e análise de causa raiz.

– Evidências: Coleta de evidências, as que são identificadas e associadas aos itens de avaliação do ambiente.

– Resultado: Elaboração de relatório e apresentação dos dados observados, bem como de orientação sobre a correção das vulnerabilidades identificadas e orientação de fortalecimento do ambiente.

Benefícios da implantação de uma Gestão de Vulnerabilidades

Ter um processo automatizado de Gestão de Vulnerabilidades, além de agregar valor para as empresas, possibilita os seguintes benefícios:

– Visibilidade dos ativos que oferecem mais risco ao seu negócio;

– Amadurecimento dos processos de segurança da informação;

– Conformidade com as principais práticas do mercado;

– Prevenção de paradas inesperadas e diminuição de incidentes;

– Redução do impacto causado por ataques.

Ter o processo de Gestão de Vulnerabilidades implantado e aplicado ao ambiente é um passo fundamental para garantir a segurança e o desempenho do negócio. Entretanto, para que ele seja efetivo é indispensável que seja investido tempo e recursos na formação dos indivíduos. Assim, agindo em paralelo, conseguiremos garantir um ambiente seguro desde sua fundação e na cultura que orienta seus usuários.

Conte com ajuda e suporte de uma consultoria especializada para estabelecer e gerir seu processo de análise e correção de vulnerabilidades de forma recorrente e minimize a exposição dos riscos de seu ambiente tecnológico. Fale com nossos especialistas e conheça o nosso programa de gestão de ameaças, o Cyber Protection.

Escrito por Evandro Santos – Cyber Protection IBLISS
Revisado por Gabriela Gullo e Eva Pereira

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